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13/05/2024 00:00

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Paris dá ajuda financeira para compra de bicicletas, veículos elétricos e até movidos a hidrogênio

A prefeitura de Paris está empenhada em descarbonizar a cidade e para isso está colocando a mão no bolso e oferecendo ajuda financeira tanto para moradores quanto para empresas. O valor liberado está atrelado à declaração do imposto de renda – quanto melhor a condição financeira, menor a ajuda. Mas o cardápio é bem variado.
As empresas podem requisitar apoio financeiro para a compra de veículos elétricos ou a hidrogênio, com a ajuda chegando até nove mil euros. Também há dinheiro disponível para a instalação de abrigos seguros para o estacionamento de bicicletas ou para a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos assim como a aquisição de e-bikes e bicicletas tradicionais.
O cidadão comum também pode aproveitar os incentivos que o governo municipal oferece. Quem quiser, por exemplo, adaptar sua bicicleta usada para incluir um motor elétrico pode receber um reembolso de até 33% do investimento feito. A mesma porcentagem pode ser utilizada para adquirir modelos de bicicletas tradicionais, de carga ou não, ou para a compra de acessórios que transformem uma bike comum em uma unidade capaz de fazer entregas. Aliás, até a aquisição de capacete está contemplada assim como cursos para quem quiser aprender a pedalar.

 

Zona de Tráfego Limitado

As medidas fazem parte do grande plano parisiense de priorizar o transporte coletivo e diminuir a poluição e chegam às vésperas da implantação da Zona de Tráfego Limitado (ZTL) escalada para entrar em ação junto com os Jogos Olímpicos agora na última semana de julho.

O destino turístico mais amado do mundo segue os passos de outras grandes cidades europeias que já implantaram ZTLs, como Madri, Milão e Roma, e que conseguiram diminuir drasticamente o ir e vir de veículos poluidores em determinadas regiões.

No caso de Paris, a ideia é reduzir o barulho e a poluição do ar, abrir a possibilidade de um trânsito com mais fluxo e reequilibrar o uso do espaço público, hoje dominado por carros, criando assim um ambiente mais propício para a mobilidade ativa. Tudo isso com o objetivo maior de melhorar a qualidade de vida em geral, valorizar o patrimônio histórico da cidade e até mesmo aumentar a frequência comercial nos arrondissements escolhidos para compor a ZTL.

Dúvidas, críticas e diálogo

Como era de se esperar, a medida chega com certa oposição e muitas dúvidas. O plano é complexo, com exceções para moradores locais, para certos tipos de veículos movidos a gasolina e diesel e regras que ainda precisam ser bem assimiladas por todos. Por isso mesmo, a cidade promove uma grande consulta pública para ouvir ideias, questionamentos e oferecer esclarecimentos.

Inicialmente, a implantação da ZTL estava programada para o ano de 2022 e foi adiada para os Jogos Olímpicos desse ano por pressão política. Mas a praticamente dois meses apenas da abertura da 33ª. edição das Olímpiadas, parece que a ZTL terá a benção dos deuses do Olimpo e, enfim, se tornará uma realidade. 



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